6ª aula-resumo de cálculo: expoentes, derivadas e equação da reta

30 04 2007

Prezados estudantes,

Na aula de hoje, iremos revisar mais alguns conceitos de expoentes, derivadas e equação da reta.

Um abraço,

Sérgio Ricardo de Brito Gadelha

Professor de Economia

professor.sergio.gadelha@gmail.com

Clique aqui: aula_6_mat-calculo.pdf





As Novas Contas Nacionais

26 04 2007

Prezados estudantes, 

Leiam essa Nota Técnica do IPEA, a qual apresenta as principais mudanças ocorridas nas Contas Nacionais e as variações das variáveis macroeconômicas afetadas pela revisão da série histórica do IBGE de 1995 a 2005. O endereço eletrônico para acessá-la é: http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/pdf/novas_contasnacionais.pdf 

Além disso, o Ipea publica, trimestralmente, o Boletim de Conjuntura, contendo projeções para variáveis macroeconômicas, sendo a última edição a de nº 76, de março de 2007 e a próxima a ser divulgada em 20 de junho. Com a divulgação, pelo IBGE, das novas séries de Contas Nacionais, tornou-se oportuna uma atualização das projeções antes da próxima publicação. O crescimento previsto para 2007, anteriormente de 3,7%, agora é de 4,2%. Como em 13 de junho serão divulgadas as Contas Nacionais referentes ao primeiro trimestre de 2007, as projeções ora apresentadas provavelmente sofrerão nova alteração.

Para maiores detalhes, acessem o seguinte arquivo: http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/publicacoes/notastecnicas/notastecnicas13.pdf 

Um forte abraço a todos, 


Sérgio Ricardo de Brito Gadelha
Professor de Economia Professor.sergio.gadelha@gmail.com





As Grandes Questões da Macroeconomia. No curto prazo, os formuladores de política econômica enfrentam um conflito entre inflação e desemprego. Qual o custo da inflação e como combatê-la?

23 04 2007

Desemprego é uma variável importante que a Macroeconomia investiga, assim como a inflação. A taxa de desemprego mede o número de pessoas desempregadas e que estão procurando trabalho como uma proporção da força total do trabalho. Os movimentos a curto prazo da taxa de desemprego estão relacionados com as flutuações dos ciclos de negócios. As quedas da produção estão associadas ao aumento de desemprego; os aumentos de produção estão relacionados com a redução da taxa de desemprego. Logo, não é de surpreender que o estudo das flutuações dos ciclos de negócios esteja relacionado com o estudo das flutuações do desemprego. Não é à toa também que os macroeconomistas consideram as flutuações do nível de atividade econômica como sendo uma falha de mercado, ao lado dos bens públicos, informações assimétricas, monopólio natural, concorrência imperfeita e outros.

Inflação é o aumento persistente dos preços em geral, de que resulta uma contínua perda do poder aquisitivo da moeda. A taxa de inflação mede a alteração percentual do nível médio de preços da economia. Antes da Segunda Guerra Mundial, a inflação era tanto positiva quanto negativa, ou seja, os preços tanto aumentavam como caíam de um ano para outro. Antes desse conflito bélico, com exceção do surto inflacionário de 1914-1918 relacionado com a Primeira Guerra Mundial, as taxas de inflação, geralmente eram baixas, e frequentemente negativas. Por exemplo, o nível médio de preços nos Estados Unidos da América – EUA era baixo nos quatro primeiros anos da Grande Depressão, de 1929 a 1933. Depois da Segunda Guerra Mundial, porém, a inflação foi sempre positiva, ou seja, o nível de preços aumentou todo o ano em relação ao anterior. A inflação tende a piorar no fim da década de 1960, e permaneceu alta na década de 1970. a taxa média de inflação da década de 1980 foi mais baixa que a da década de 1970, apesar de que países como Brasil experimentaram inflação alta nos anos 80 em patamares insurportáveis para a maioria da população desses países.

O que determina o nível médio de inflação a longo prazo numa economia? Qual a relação existente entre desemprego e inflação? Por que as taxas de desemprego e de inflação chegam a valores exorbitantes? Como entender a relação negativa entre essas duas variáveis? O que determina flutuações a curto prazo na taxa de inflação? Por que a inflação foi maior na década de 1970 e menor na década de 1980? Qual a relação entre a taxa de inflação e os ciclos de negócios? Os surtos de crescimento estão relacionados com altas taxas de inflação, e as recessões, com quedas nas taxas de inflação? Por que a inflação é tão ruim? Os países devem objetivar uma inflação nula, como é agora o caso do Japão? Por que o desemprego europeu é tão alto, ao passo que a taxa de desemprego dos EUA é considerada reduzida demais? Por que a taxa de desemprego no Japão tem sido tão baixa durante tantos anos?

A presença de altas taxas de inflação e altas taxas de desemprego durante os anos de 1970 foi intrigante para os economistas. A experiência das décadas de 1950 e 1960 levou os economistas a explicar a substancial inflação como um sintoma de um nível excessivamente alto da demanda por bens e serviços. Concretizava-se a posição da inflação de demanda, isto é, no plano cartesiano preços-renda, onde temos as curvas de demanda agregada (negativamente inclinada) e oferta agregada (positivamente inclinada), os fatores que promoviam o deslocamento da curva de demanda agregada para cima e para direita, provocavam um aumento do nível geral de preços e um aumento do produto. E o que é um aumento generalizado do nível de preços? Inflação! Transportando essa análise para a Curva de Phillips no curto prazo, a qual mostra o trade-off entre inflação e desemprego, a inflação de demanda provoca deslocamentos na Curva de Phillips. Isto é, inflação alta é acompanhada de baixo desemprego, ao passo que inflação baixa é acompanhada alto desemprego.

Para se combater a inflação de demanda, os formuladores de política econômica deveriam fazer uso de políticas fiscal e monetária restritivas, as quais promoveriam um deslocamento da curva de demanda agregada para a esquerda e para baixo, reduzindo o nível de preços e o nível do produto.

Embora no longo prazo não haja relação entre inflação e desemprego, no curto prazo há uma opção conflitiva entre essas duas variáveis, ilustrada na Curva de Phillips de curto prazo. Os formuladores de política econômica podem usar políticas fiscais e monetárias para expandir a demanda agregada, o que reduz o desemprego e aumenta a inflação. Ou podem utilizar políticas fiscais e monetárias restritivas para reduzir a demanda agregada, gerando resultado oposto.

Talvez seja por isso que alguns macroeconomistas se preocupam por acreditar que a taxa de desemprego pode estar baixa demais! Eles argumentam que, quando a taxa de desemprego está tão baixa, a inflação costuma aumentar: as empresas que desejam manter seus empregados ou contratar outros precisam pagar salários mais altos, salários mais elevados provocam um aumento dos preços e preços mais altos induzem novas altas de salários e assim por diante. Se isto ocorrer e a inflação aumentar, o Banco Central terá de adotar uma política monetária restritiva e isso pode levar a uma recessão.

Contudo, os eventos dos anos 1970 (as crises do petróleo) levaram os macroeconomistas a reconsiderar e modificar suas teorias anteriores sobre inflação e desemprego. O raciocínio da inflação de demanda não pôde explicar as altas taxas de desemprego e as altas taxas de inflação observadas no período. Tínhamos, então, uma nova explicação: os choques de oferta dos anos de 1970 retrataram a inflação de oferta, ou inflação de custos. A curva de oferta agregada se deslocava para esquerda, aumentando o nível geral de preços e reduzindo o nível do produto, ou seja, tínhamos o fenômeno da estagflação: inflação com recessão ou inflação com estagnação. Havia um deslocamento da própria Curva de Phillips, para direita e para cima. Se o formulador de políticas econômicas almejasse levar o nível do produto aos patamares anteriores ao choque de oferta, ele deveria promover políticas fiscal ou monetária expansionistas, o que acarretaria um deslocamento da curva de demanda agregada para a direita e para cima. Mas o custo dessa atitude seria inflação mais alta. Se o formulador de políticas econômicas almejasse levar o nível geral de preços aos patamares anteriores ao choque de oferta, ele deveria promover políticas fiscal ou monetária restritivas, as quais iriam promover um deslocamento da curva de demanda agregada para a esquerda e para baixo. Mas o custo dessa atitude seria mais recessão.

Observe que os formuladores de políticas econômicas só enfrentam esta opção conflitiva entre desemprego e inflação no curto prazo. Com o passar do tempo, a Curva de Phillips de curto prazo se desloca por duas razões. Em primeiro lugar, os choques de oferta (inflação de oferta ou inflação de custos), como variações no preço do petróleo, alteram a opção no curto prazo: um choque de oferta adverso oferece aos formuladores de política econômica a escolha difícil entre inflação mais alta e desemprego mais elevado. Em segundo lugar, quando se alteram as expectativas relativas à inflação, a opção conflitiva de curto prazo entre inflação e desemprego se altera. O ajustamento das expectativas assegura que a opção conflitiva só vigore no curto prazo. Ou seja, apenas no curto prazo o desemprego se desvia de sua taxa natural e só no curto prazo a política monetária tem efeitos reais. No longo prazo, o modelo clássico descreve o mundo.

O custo da inflação é um tópico sobre o qual economistas e leigos frequentemente discordam. Na década de 80, quando a inflação atingia patamares insuportáveis aqui no Brasil, as pesquisas de opinião mostravam que o público consideravam a inflação o principal problema econômico. Todavia, quando os economistas tentam identificar os custos sociais da inflação, eles apenas podem mostrar os custos de menu, os custos de um sistema tributário não-indexado e assim por diante. Esses custos assumem grandes proporções em países que experimentam a hiperinflação, como foi o caso do Brasil nos anos 80. Alguns economistas consideram que o público confunde inflação com outros problemas econômicos que coincidem com a mesma. Por exemplo, o crescimento da produtividade e dos salários reais diminuiu nos países desenvolvidos (EUA, Inglaterra, Alemanha, França e outros) nos anos 70. Alguns leigos podem ter considerado a inflação como a causa da redução dos salários reais.

Conforme analisado na Curva de Phillips de curto prazo, a redução da inflação exige um período de produto reduzido e desemprego muito alto. O custo do combate à inflação é medido por meio da taxa de sacrifício, ou seja, o número de pontos percentuais de PIB anual que deve ser perdido para reduzir a inflação em um ponto percentual.
Os defensores das expectativas racionais, por outro lado, consideram que o custo do combate à inflação pode ser menor do que aquele indicado pela taxa de sacrifício. Se uma política de combate à inflação for anunciada e tiver credibilidade, as pessoas ajustarão suas expectativas rapidamente, dispensando a necessidade de uma recessão. Conforme descrito nos modelos de ciclo econômico real, os preços são totalmente flexíveis, a moeda é neutra e, portanto, o combate à inflação não afetará a produção de bens e serviços.

Outros macroeconomistas julgam que o custo do combate à inflação é muito maior do que indicam os cálculos da taxa de sacrifício. Por exemplo, a teoria da histerese sugere que a recessão provocada pelo combate à inflação pode aumentar a taxa natural de desemprego. Sendo assim, o custo do combate à inflação não é, apenas, uma recessão temporária, mas um nível permanente de alto desemprego.

Em resumo, como os custos da inflação e de seu combate são bastante debatidos, os macroeconomistas oferecem, com freqüência, conselhos conflitantes aos formuladores de políticas econômicas. Talvez com novas pesquisas se possa alcançar um consenso quanto aos benefícios de uma taxa de inflação menor e à melhor forma de atingir esse objetivo. 





As Grandes Questões da Macroeconomia: Como os Formuladores de Política Econômica devem tentar aumentar a taxa natural do produto da economia?

20 04 2007

MANKIW (2003) argumenta que a taxa natural do produto da economia depende da quantidade de capital, da quantidade de trabalho e do nível da tecnologia. Qualquer política econômica destinada a aumentar o produto no longo prazo deve ter como objetivo o aumento da quantidade de capital. Não há, no entanto, uma maneira simples e sem custo de alcançar esses objetivos.           

Segundo esse autor, o modelo de Solow mostra que o aumento da quantidade de capital exige o aumento da taxa de poupança e de investimentos. Por isso, muitos economistas defendem políticas para aumentar a poupança nacional.

Contudo, o modelo de Solow também mostra que elevar o estoque de capital exige um período de consumo reduzido para as gerações atuais. Alguns economistas argumentam que os formuladores de política econômica não devem incentivar as gerações atuais a fazerem esse sacrifício, porque o progresso tecnológico garante que as gerações futuras tenham uma situação melhor do que as atuais. Além disso, até mesmo os que defendem o aumento da poupança e do investimento discordam quanto à maneira de incentivar a poupança adicional, e se o investimento deve ser em fábricas e equipamentos de propriedade privada ou em infra-estrutura pública, por exemplo, escolas e estradas.           

Esse autor argumenta que os formuladores de política econômica gostariam de baixar a taxa natural de desemprego, a fim de melhorar o uso que a economia faz da sua força de trabalho. Nesse sentido, a taxa natural de desemprego poderia ser reduzida pela diminuição dos benefícios do seguro-desemprego (o que aumentaria, por sua vez, o esforço da busca por emprego dos desempregados), ou pela diminuição do salário mínimo (o que levaria os salários para mais perto dos níveis de equilíbrio). Essas políticas, no entanto, também seriam prejudiciais para os membros da sociedade mais necessitados e, por isso, não alcançam um consenso entre os economistas.            

Para esse autor, a elevação da taxa de progresso tecnológico é o objetivo mais importante para a política pública. O modelo de crescimento de Solow mostra que o persistente crescimento sustentado dos padrões de vida exige um incessante progresso tecnológico. Apesar de todo o trabalho intenso sobre as novas teorias de crescimento endógeno, concentrando-se nas decisões sociais que determinam o progresso tecnológico, os economistas não podem oferecer uma receita confiável para assegurar o crescimento.    

Referência Bibliográfia.

MANKIW, N. Gregory. Macroeconomia. 5ª Edição. Editora LTC